segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

DIA COBERTURA DE SAÚDE UNIVERSAL 2018 - #UHCDAY #HEALTHFORALL

Comemora-se hoje dia 12.12.2018 o Universal Health Coverage Day, 2018,#HealthForAll #UHCDay assinalando o dia 12 de Dezembro de 2012, data em que as Nações Unidas aprovaram por unanimidade uma resolução pedindo que todos os países forneçam cuidados de saúde acessíveis e de qualidade a todas as pessoas e em todos os lugares.


Health is a human right, no matter your gender, race, religion, sexual orientation, age, ability or citizenship. Universal health coverage means ensuring every community can get the health services they need, without discrimination or financial hardship. #HealthForAll #UHCDay


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

70 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - A SAÚDE - # Standup4humanrights .

Em 1948, no mesmo que marcou a fundação da Organização Mundial de Saúde, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou no dia 10 de dezembro desse mesmo ano a Declaração Universal dos Direitos Humanos (aqui).

No seu 70.º Aniversário lembramos as palavras do secretário geral da Organização Mundial de Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus.




EM 2017 - MELHORARAM TODOS OS INDICADORES QUE MEDEM A POBREZA, A DESIGUALDADE E EXCLUSÃO SOCIAL


O sítio da internet “Portugal Desigual” atualizou recentemente os principais indicadores de desigualdade, pobreza e exclusão social obtidos a partir do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2018, e que incidiu sobre os rendimentos auferidos pelas famílias em 2017, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística no dia 30 de Novembro (aqui)(aqui).
No site “Portugal Desigual” o Professor Carlos Farinha Rodrigues, um dos mais importantes especialistas portugueses na em desigualdades e pobreza, escreve que a melhoria de todos os indicadores que medem as desigualdades em 2017 “ … traduzem uma melhoria relevante da condição social do país e traduzem uma redução dos principais indicadores de pobreza, desigualdade e exclusão social. Tal deve-se em grande medida à recuperação económica do país, ao crescimento económico e à queda do desemprego. Mas deve-se igualmente a uma preocupação acrescida das políticas públicas com as questões sociais, com a preocupação de priorizar o crescimento dos rendimentos das famílias de menores rendimentos e ao reforço das políticas sociais expressas, por exemplo, no aumento do salário mínimo ou das prestações sociais direcionadas à população de menores rendimentos.”

O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, agora publicado, mostrou que a incidência da pobreza atingiu, em 2017, 17,3% da população total, o valor mais baixo desta taxa desde que o INE a começou a publicar anualmente em 1995, e um ponto percentual (p.p.) abaixo do seu valor em 2016 (18,3%, e, que todos os índices de desigualdade registaram uma diminuição em 2017: o coeficiente de Gini desceu de 33,5% para 32,6% e o indicador que mede a distância dos rendimentos entre os 20% mais ‘ricos’ e os 20% mais ‘pobres’ diminuiu de 5,7 para 5,3

O inquérito mostrou ainda que há menos pessoas em privação material, uma vez que a taxa de privação material severa baixou de 6,9% para 6,0%.

As transferências sociais, nomeadamente as relacionadas com a doença e a incapacidade, a família, o desemprego e a inclusão social, diminuíram o risco de pobreza em 5,4 p.p., sensivelmente o mesmo impacto verificado no ano anterior (5,3 p.p.). Ou seja, sem essas prestações sociais a taxa de risco de pobreza teria sido, em 2017, de 22,7%.



Apesar destas melhorias Portugal continua a ser um dos países com maior pobreza e com maiores níveis de desigualdade na Europa, onde os 10% de portugueses mais pobres ainda ganham 8,9 vezes menos do que os 10% mais ricos e onde 1,7 milhões de portugueses continuavam em risco de pobreza e exclusão social em 2017.

No que se refere à incidência de pobreza segundo a condição de trabalho, os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2018 mostram que a população empregada em situação de pobreza diminuiu em 2017, fixando-se em 9.7%, enquanto a taxa de pobreza população em situação de desemprego atingiu 45,7% em 2017, refletindo “a permanência de uma proporção tão elevada de ‘working poors” as fragilidades do mercado de trabalho português de acordo com o “Portugal Desigual”

domingo, 2 de dezembro de 2018

ESPERANÇA DE VIDA NOS ESTADOS UNIDOS CAIU PELO 3.º ANO CONSECUTIVO - SOBRETUDO ENTRE A POPULAÇÃO BRANCA


De acordo com os dados publicados no passado dia 29 de novembro pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) “Mortality in the United States, 2017” (aqui), a esperança de vida nos Estados Unidos (EUA) caiu pelo terceiro ano consecutivo, situando-se em 78.6 anos, a muita distãncia do Canadá 82.3 anos, da Costa Rica 79.8 anos ou de Cuba com 79.7 anos (aqui). Os dados agora publicados referentes a 2017 (78.6) mostram uma diminuição de 1 décima em realação a 2016 (78.7) e confirmam a queda na descida da mortalidade nos EUA, verificada de forma contínua desde 2015.

Esta diminuição da esperança de vida ao nascer deveu-se em grande parte ao aumento da mortalidade de 4.2% por causas externas “unintentional injuries”, de 3.7% para a mortalidade por suicídio, de 5.9% para a mortalidade por gripe e pneumonia, de 2.4% para mortalidade por Diabetes e de 2.3% para a mortalidade por doença de Alzheimer.
O aumento das taxas de mortalidade ajustadas por idade para a população branca (homens e mulheres) não hispânica verificado nos últimos 3 anos, confirmam os confirmam os resultados do estudo publicado em 2015, por Anne Case1 e Angus Deaton“ Rising morbidity and mortality in midlife among white non-Hispanic Americans in the 21st century” (aqui), que tinham mostrado que a taxa de mortalidade entre os brancos americanos dos 45 aos 54 anos, com baixa escolaridade, “White Working Class” tinha aumentado entre 1999 e 2014, uma situação sem paralelo nos países de economia avançada e apenas registada nos EUA a quando da epidemia de VIH/SIDA.
Os autores apontavam como principais causas para esta situação, a privação económica e o stress financeiro da classe trabalhadora branca, provocado pela estagnação salarial verificada desde a década de 70, conjuntamente com a dificuldade lidar com a insegurança e a falta de proteção social na reforma.

domingo, 25 de novembro de 2018

2019 - HEALTH AT A GLANCE, 1 EM CADA 6 PESSOAS NA UNIÃO EUROPEIA SOFRE DE PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL.


O relatório anual “Health at Glance 2018” publicado pela OCDE no passado dia 22 de novembro apresenta análises comparativas do estado de saúde dos cidadãos europeus e do desempenho dos sistemas de saúde dos 28 países da União Europeia (UE), de cinco países candidatos (Albânia, Macedónia, Montenegro, Sérvia e Turquia), e de 3 países (Islândia, Noruega e Suécia).

O relatório de 2018 dá um enfoque especial à Saúde Mental, defendendo a sua melhoria como uma prioridade para o bem-estar individual dos cidadãos e das sociedades e chamando à atenção para estimativas recentes que revelaram que uma em cada seis pessoas da UE teve um problema de saúde mental em 2016, o equivalente a 84 milhões de pessoas e para o facto de em 2015 terem morrido cerca de 84000 pessoas de causas atribuídas a doenças mentais ou ao suicídio.

Para além destes aspetos, o “Health at Glance 2018” sublinha os custos económicos e sociais dos problemas de saúde mental cifrados em mais de 4% do produto interno bruto (PIB), mais de 600 milhões nos 28 países da UE, repartidos pelos 190 milhões de euros (1.3% PIB) de despesa direta nos cuidados de saúde, pelos 170 milhões de euros (1.2% PIB) de despesa em programas de segurança social, e, pelos 240 milhões de euros de custos indiretos (1.6% PIB) resultantes da redução de emprego e de produtividade no mercado de trabalho.
De acordo com os dados citados no relatório, provenientes do IHME 2018, os problemas de saúde mental mais prevalentes são as perturbações de ansiedade (5.4% da população – 25 milhões), as perturbações depressivas (4.5% da população – 21 milhões) e as doenças mentais mais severas como as perturbações bipolares (1.1% da população – 5 milhões) e a esquizofrenia (0.3% -1.5 milhões), estimando-se, ainda, que os problemas de saúde mental relacionados com o consumo do álcool e de drogas atinjam cerca de 11 milhões na UE.

No que se refere à sua distribuição entre a população, os dados provenientes do 2014 European Health Interview Survey, confirmam uma diferença substancial na depressão crónica auto-relatada, entre homens e mulheres, com cerca de 1 em cada 12 (8.8%) mulheres a reportarem uma depressão crónica, contra 1 em cada 19 homens (5.3%, um aumento da ocorrência da depressão em ambos os sexos à medida que a idade avança, sendo particularmente elevada entre os 55 e os 64 anos e acima dos 75 anos.
No que se refere à escolaridade a depressão crónica atinge particularmente as pessoas com menos escolaridade, e no que se refere ao trabalho e ao rendimento, atinge as pessoas de menores rendimentos.

O relatório chama ainda à atenção para o facto do trabalho e o emprego, terem um papel relevante na saúde mental das pessoas estando o desemprego associado ao agravamento das condições de saúde mental, enquanto o trabalho tem um papel positivo na saúde mental, registando-se melhorias na autoestima e nos sintomas de depressão quando as pessoas regressam ao mundo do trabalho.

A ESPERANÇA DE VIDA À NASCENÇA ESTAGNA EM ALGUNS PAÍSES DA EUROPA OCIDENTAL

O “Health at Glance 2018” também observou uma desaceleração no crescimento da esperança de vida à nascença em alguns dos países europeus, incluindo a França, a Alemanha e o Reino Unido, apesar de se ter verificado uma melhoria de 3 anos entre 2001 e 2011 em todos os países da UE.
Este abrandamento no crescimento da esperança de vida verificada em 2015, em muitos países da Europa Ocidental, em que se incluem a Alemanha, a França, a Holanda, a Itália e o Reino Unido, em particular entre a população maior de 75 anos, foi atribuída ao excesso de mortalidade verificado no Inverno de 2015 e ao aumento das doenças cardiovasculares. Estes dados confirmam o abrandamento do crescimento da esperança de vida no Reino Unido já anteriormente reportado por Marmot (aqui) e Raleigh (aqui), e atribuído às medidas de austeridade e aos cortes nas despesas públicas.
O relatório confirma ainda grandes desigualdades na esperança de vida à nascença atribuídas aos determinantes sociais da saúde, quer sejam medidos pelo rendimento, pela ocupação profissional ou pela escolaridade, utilizando na secção “INEQUALITIES IN LIFE EXPECTANCY” o indicador escolaridade (por ser aquele que está quase sempre disponível) para estudar as desigualdades na distribuição da esperança de vida à nascença.



domingo, 18 de novembro de 2018

AS PESSOAS QUE VIVEM NAS ÁREAS MAIS POBRES ADOECEM 10 ANOS MAIS CEDO DO QUE AS PESSOAS QUE VIVEM NAS ÁREAS MAIS RICAS


O estudo "Understanding the health care needs of people with multiple health conditions" publicado no dia 13 de novembro pela “Health Foundation” envolvendo cerca de 300.000 pessoas concluiu que as pessoas que vivam nas áreas mais pobres (último quintil) adoecem 10 anos mais cedo que as pessoas que vivem nas áreas mais favorecidas (1º quintil), o que significa que as pessoas que vivem nas áreas mais favorecidas podem esperar ter dois ou mais problemas de saúde aos 71 anos, enquanto as pessoas que vivem nas áreas de maior privação têm 2+ problemas de saúde aos 61 anos.
 O estudo realizado pela “Health Foundation” analisou os dados de saúde de 300.000 ingleses durante os anos de 2014 a 2016 com o objetivo de estudar a multimorbilidade, uma vez que as pessoas que apresentam múltiplos problemas de saúde têm pior qualidade de vida, correm maior risco de morte prematura e necessitam de maior suporte dos serviços de saúde. Com esse objetivo o estudo considerou 36 condições de saúde, incluindo ocorrência de doença crónica, fatores de risco, sintomas como a dor crónica, deficiências sensoriais e ainda o uso indevido de substâncias, a sua distribuição entre a população e a utilização dos serviços de saúde, tanto ao nível dos centros de saúde como dos Hospitais, incluindo internamento e urgência, tendo encontrado como principais conclusões:



- 1 em cada 4 adultos tinha 2+ problemas de saúde, o que equivale a aproximadamente 14,2 milhões de pessoas na Inglaterra.
- As pessoas das áreas mais desfavorecidas correm maior risco de ter múltiplos problemas e em idades mais jovens. Cerca de 28% das pessoas nas áreas mais desfavorecidas tem 4+ problemas de saúde em comparação com 16% das pessoas mais favorecidas.
- 30% das pessoas com 4+ problemas de saúde têm menos de 65 anos de idade, e essa % é maior nas áreas mais desfavorecidas.
- Em 2015/2016 1 em cada 3 doentes internados num hospital tinha 5+ problemas de saúde, enquanto em 2006/07, a proporção era de 1 em cada 10 doentes.
- As pessoas com multimorbilidades têm múltiplas consultas e tratamentos. Os doentes com 4 ou mais problemas tiveram uma média de 8,9 consultas em 2,8 especialidades médicas. Durante o período do estudo, esses doentes (4+) visitaram um médico de família 24.6 vezes (1 vez por mês em média) tendo-lhe sido prescritos 20,6 medicamentos diferentes. Enquanto um doente com 1 problema de saúde, teve 2,8 consultas com especialista, 8,8 consultas de medicina geral e familiar, e 5,6 medicamentos prescritos. No entanto, os doentes com mais problemas de saúde não tiveram tempos de consulta mais longos com o seu médico de família, apesar de suas necessidades mais complexas.
- 82% das pessoas com cancro, 92% das pessoas com doença cardiovascular, 92% das pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica e 70% das pessoas com problemas de saúde mental têm pelo menos mais um problema de saúde adicional.
- Os cuidados de saúde com as pessoas com 2+ problemas de saúde são responsáveis por mais de metade dos custos dos cuidados primários e secundários, e ¾ dos custos das prescrições dos cuidados primários.

O estudo chama ainda à atenção para o aumento previsível das despesas em saúde resultante do crescimento nos próximos 5 anos da atividade hospitalar em cerca de 14% por via do aumento do número de pessoas com múltiplos problemas de saúde e para o fato das estratégias clínicas continuarem a privilegiar o enfoque num único problema de saúde.

Propondo a “Health Foundation” que o planeamento de longo prazo para o Serviço Nacional de Saúde inglês deva ter um foco claro nas pessoas com múltiplos problemas de saúde.